Um pouquinho de história da religião ou da religiosidade?!

Religião não é o mesmo que religiosidade. Religiosidade é sentir o elo d entre nós, homens, e Deus, como sugere a palavra religião, do grego “religare” ou seja; ligar o homem a alguma coisa.
A religião conforme conhecemos, é um conjunto de normas, ritos, dogmas, liturgias e instituições que nos fazem ter uma idéia de relação com o sobrenatural ou com o que não podemos explicar, mas sabemos estar acima de nós. Religião pode tapar os olhos dos homens diante as adversidades mundanas, enquanto a religiosidade nos une a Deus e nos faz aceitar as adversidades mundanas sem deixar que nos resignemos diante elas. Muitos têm religião, mas não religiosidade, infelizmente!
São quatro as grandes religiões no mundo atualmente, o Cristianismo, o Judaísmo, o Budismo, o Islamismo. Três são monoteístas isto é, adoram um só Deus, o Cristianismo, o Islamismo e o Judaísmo; o Budismo é considerado ateísta por não acreditar que exista um Deus capaz de criar e controlar todo o mundo.
As três religiões monoteístas são de uma mesma fonte, o profeta Abraham Avinu (Abraão). Abraão seria pai de muitas nações, segundo a vontade de Deus, foi o inaugurador de toda uma dinastia, que viria através de seus filhos, Isaque, Ismael e Jacob. Coube aos descendentes de Abraão, inaugurar a todas essas três grandes religiões que conhecemos atualmente.
O Judaísmo, que vêm através de Moisés, na linhagem direta de Jacob, teve o seu apogeu nas mãos desse patriarca “Moisés”, fundador do judaísmo como religião, pois foi através das leis entregue por Deus a Moisés, que podemos situar o surgimento do Judaísmo como movimento religioso.
A Ismael, irmão de Isaque, filho de Hagar – a Egípcia – se deu a linhagem de fundação do povo Árabe, em especial, o surgimento do Islamismo como religião, pois foi o antecessor de Muhammad, como o fundador do Islamismo.
Em relação ao Cristianismo surgiu da árvore de David, o profeta, de onde originou fisicamente Jesus Cristo, o Messias. O Cristianismo, hoje, ocupa a posição de destaque entre as demais religiões do mundo, seguida de perto pelo o Islamismo.
O Budismo não é uma religião monoteísta e não cultua um Deus em particular, porém possui uma legião enorme de seguidores no mundo.
A religião é o movimento em direção a uma compreensão da vontade de Deus em especial. Deus, não pertence a nenhuma denominação ou religião em particular, pois é o Criador de todas as coisas. Contudo não podemos deixar de referir que, não há a possibilidade de entendermos a Deus se não considerarmos: “ Não há dois deuses, mas apenas um só Deus e que, tudo está debaixo de seu domínio Eterno, queiramos ou não aceitar isto”.
A religião é fio condutor que transforma o homem num ser soberano , justo e fraterno, constituindo todo o processo desejado por Deus, que coloca o homem como o centro de todas as realizações sobre a terra.
Cada religião possui suas características próprias. A Bíblia Sagrada contém o Velho e Novo Testamento possui ensinamentos muito além do simples profetizar religioso, regras de vida, planos de salvação, condutas que ajudam o homem a se concretizar espiritualmente.
O Judaísmo baseia sua fé na Torá, os cinco primeiros livros do Velho Testamento, ficando claro a semelhança entre alguns desejos da fé judaica e do Cristianismo .
No Alcorão encontramos entre as cento e quatorze suratas, belos ensinamentos de vida, submissão às vontades de “Alah “ (Deus) .
No Budismo a busca constante pela essência do homem, caracterizando a necessidade de uma vida tranqüila e em paz com o mundo exterior e interior. O Budismo é considerado ateísta por não buscar uma explicação sobre a existência de Deus.
As três religiões monoteístas Judaísmo, Cristianismo e Islamismo colocam o amor a Deus sobre o universo e os seguidores do Budismo falam que Deus pode ser encontrado dentro si e que devemos nos amar, o amor a Deus é incondicional.
Um fato interessante nas obras literárias das religiões é a preocupação com o homem, como poderia desempenhar o seu papel na sociedade de forma justa e igualitária, não ferindo os seus sentimentos.
A interpretação, hoje é, sem dúvida a mais importante peça no mundo religioso; quando analisamos uma frase, podemos enxergar diversas verdades implícitas na mensagem apresentada numa simples frase. A religião, com os seus diversos códigos podem ser instaurados sobre vários ângulos diferentes, podemos citar exemplos como a forma de amar “Alah”, pregada por algumas correntes mulçumanas, que julgam o ato de matar e morrer em nome de “Alah “, um bem para a humanidade. A inquisição católica que condenou pessoas inocentes a morrerem queimadas por não abraçar a verdade supostamente cristã e assim seguem diversos outros casos de religiosos levados ao extremo.
O Brasil é um maravilhoso campo para se propagar a fé em uma religião, culto ou crença, pois existe respeito à individualidade de cada religião, onde a sociedade convive harmoniosamente sem enfrentar problemas que se tornaram conhecidos mundialmente pelo extremismo de certos grupos religiosos .
O melhor conselho a ser deixado é o amor a Deus incondicional, deixando de lado os dogmas que foram impregnados à religião; a salvação da humanidade está no amor a Deus e conseqüentemente teremos o amor ao nosso próximo.
Fontes:
GAARDE, Jostein; O livro das religiões, ed. Companhia das Letras, São Paulo – SP, 2000.
Revista – Religiões do Mundo – nº 04 – O Islamismo, ed. Escala , 01/2004.
*Ana Maria Nogueira Rezende, formada em História pela Universidade de Itaúna

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